Como poderia, hoje, o mendigo deixar de julgar-se um rei, sob o dossel do céu bordado de nuvens, no livre palácio da erva?
O prado conta-lhe contos do Paraíso. Insensato aquele que dissipa em prazeres vindouros a moeda do presente.
Que o vinho te reconforte o coração, pois o mundo é um deserto e, ao fim de tudo, o teu pó se misturará com argila do oleiro.
Não escrevais o meu nome acompanhado de uma injúria. Não me chameis de bêbado. Quem sabe o que o destino gravou em minha fronte?
Viajante, não te desvies da sepultura de Hafiz. Embora sujo de pecados talvez seja ele o bem vindo, entre todos, nos Céus.
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