Ibn 'Arabi faz menção na Alquimia da Felicidade de três processos alquímicos ou etapas fundamentais da Grande Obra: a "obra ao negro" (nigredo em latim), a "obra ao branco" (albedo) e a "obra ao vermelho" (subdividida em citrinas e iosis).
"Na obra ao negro, o homem afasta-se da ilusão cósmica, para mergulhar no oceano cósmico, que é fêmea. É uma espécie de morte, uma 'descida ao inferno'. É a preparação do mercúrio, a matéria sutil do mundo. (...)
Na obra ao branco, o alquimista serve-se dos aspectos sutis potenciais da matéria para alcançar a luz do Intelecto. Na frente dele, a "matéria" cósmica torna-se transparente na pureza virginal da Alma do Mundo (...). A obra ao branco é um estágio intermediário, assim como a prata coloca-se entre os metais inferiores e o ouro. O branco é a síntese de todas as cores, assim é também a obra ao branco, uma integração que prepara a matéria a seu destino espiritual final. A obra ao vermelho é a etapa final da purificação da alma, que se transforma em ouro na luz do Espírito que a envolve e a atravessa. (...) Esta é a fase da "união química" final, onde o enxofre "'fixa" o mercúrio, onde o Sol conjunge a Lua, onde o Espírito desposa a alma".
L'Epistola dei Settanta Veli, Ibn 'Arabi (tradução italiana de A. Iacovella, Roma, 1997.)
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